(Pintura de Almada Negreiros - Foto retirada da internet)
O ponteiro do relógio ia percorrendo o seu caminho, ao seu ritmo lento e contínuo, sem nunca olhar para trás, sem nunca parar. No entanto para ele aquele ponteiro como que ficara preso no mesmo sítio, teimando em não avançar. A sua impaciência começava a aumentar à medida que o tempo demorava cada vez mais a passar. Apesar de ele saber que isso era fisicamente impossível tinha a sensação que algum mecanismo omnipotente que contra si conspirava e que impedia o avançar do tempo.
Respirou fundo e olhou para além da minúscula janela arredondada que tinha ao seu lado ficando a admirar a imensidão azul e branco daquele céu. Por momentos teve a breve ilusão de que poderia abrir aquela janela hermética, esticar o seu braço e agarrar aquele branco, aquela nuvem, qual criança a lambuzar-se em algodão doce. Mas tal não era possível. Decidiu chamar a hospedeira de bordo e pedir-lhe um chá. Precisava de se acalmar, de acabar com aquela ansiedade.
Quando a hospedeira lhe trouxe o chá preguntou-lhe:
- Quanto tempo falta para a aterrágem?
- Cerca de 1 hora. - respondeu ela
Uma hora....Apenas uma hora....Um total de 60 minutos..... e parecia uma eternidade.
Lentamente foi bebendo o chá. Quando terminou, encostou a cabeça para trás, fechou os olhos. Há quase 1 ano que não a via, mas nem por isso deixava de ver, mesmo de olhos fechados o seu rosto, com um pormenor impressionante.
Ela tinha um papel fundamental na sua vida.
Ela estivera presente quando o seu filho nasceu.
Ela esteve no seu casamento.
Ela assistiu à sua formatura.
Ela o incentivou a estudar mesmo quando a ele não lhe apetecia.
Ela ouvia sempre os seus problemas.Ela lhe dava coragem para os ultrapassar.
Ela tinha sempre uma palavra amiga, uma palavra de conforto.
Ela sempre o acarinhava.
Ela sempre o beijara carinhosamente
Ela sempre o protegera.
Ela sempre cuidara das suas feridas.
Ela sempre o defendera.
Ela nunca o esquecia.
Ela o amava do fundo do seu coração.
Ouviu o Comandante do vôo dizer que iam aterrar. O seu coração saltou. As rodas do avião tocaram na pista. O avião abrandou e passado uns minutos imobilizou-se na pista.
O seu coração quase que saltava do peito. Esforçõu-se por sair rapidamente do avião e percorrer o espaço que faltava até à saída do aeroporto onde poderia chegar junto dela. Ao cruzar as portas que davam acesso ao atrio do aeroporto onde as pessoas vinham aguardar pelos seus familiares e amigos, parou. Nesse momento olhou à sua volta à procula dela, quando de repente a viu.
Dirigiu-se para ela num passo rápido, tão rápido quanto conseguia e ao chegar junto dela abraçou-a longamente, sentindo uma lágrima descer furtivamente pelo seu rosto. Não, não estava triste. Muito pelo contrário, estava muito feliz, pois há já muito tempo que não estava perto dela.
Ela era a sua ..... MÃE !!!
Participação no tema de Maio/2011 ("Mãe") da Fábrica de Letras.
ESCLARECIMENTO: Confesso que não sei o que raio se passou ontem e hoje que o Blogger esteve inacessível. Algo de muito esquisito aconteceu na plataforma do blogger e detectei agora que os comentários desta mensagem e de outra desapareceram. Será uma ditadura informática??? Não sei. Apenas prometo repor os comentários que me apercebi terem desaparecido e as minhas muito sinceras desculpas, apesar de não ter sido eu o responsável. Mais uma vez as minhas desculpas!
Quando a hospedeira lhe trouxe o chá preguntou-lhe:
- Quanto tempo falta para a aterrágem?
- Cerca de 1 hora. - respondeu ela
Uma hora....Apenas uma hora....Um total de 60 minutos..... e parecia uma eternidade.
Lentamente foi bebendo o chá. Quando terminou, encostou a cabeça para trás, fechou os olhos. Há quase 1 ano que não a via, mas nem por isso deixava de ver, mesmo de olhos fechados o seu rosto, com um pormenor impressionante.
Ela tinha um papel fundamental na sua vida.
Ela estivera presente quando o seu filho nasceu.
Ela esteve no seu casamento.
Ela assistiu à sua formatura.
Ela o incentivou a estudar mesmo quando a ele não lhe apetecia.
Ela ouvia sempre os seus problemas.Ela lhe dava coragem para os ultrapassar.
Ela tinha sempre uma palavra amiga, uma palavra de conforto.
Ela sempre o acarinhava.
Ela sempre o beijara carinhosamente
Ela sempre o protegera.
Ela sempre cuidara das suas feridas.
Ela sempre o defendera.
Ela nunca o esquecia.
Ela o amava do fundo do seu coração.
Ouviu o Comandante do vôo dizer que iam aterrar. O seu coração saltou. As rodas do avião tocaram na pista. O avião abrandou e passado uns minutos imobilizou-se na pista.
O seu coração quase que saltava do peito. Esforçõu-se por sair rapidamente do avião e percorrer o espaço que faltava até à saída do aeroporto onde poderia chegar junto dela. Ao cruzar as portas que davam acesso ao atrio do aeroporto onde as pessoas vinham aguardar pelos seus familiares e amigos, parou. Nesse momento olhou à sua volta à procula dela, quando de repente a viu.
Dirigiu-se para ela num passo rápido, tão rápido quanto conseguia e ao chegar junto dela abraçou-a longamente, sentindo uma lágrima descer furtivamente pelo seu rosto. Não, não estava triste. Muito pelo contrário, estava muito feliz, pois há já muito tempo que não estava perto dela.
Ela era a sua ..... MÃE !!!
Participação no tema de Maio/2011 ("Mãe") da Fábrica de Letras.
ESCLARECIMENTO: Confesso que não sei o que raio se passou ontem e hoje que o Blogger esteve inacessível. Algo de muito esquisito aconteceu na plataforma do blogger e detectei agora que os comentários desta mensagem e de outra desapareceram. Será uma ditadura informática??? Não sei. Apenas prometo repor os comentários que me apercebi terem desaparecido e as minhas muito sinceras desculpas, apesar de não ter sido eu o responsável. Mais uma vez as minhas desculpas!




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