Com o avançar do dia os últimos raios de sol escorriam por entre a folhagem amarelo acastanhada das árvores. Sentada num banco de jardim, à beira do rio, Mafalda fechou os olhos deixando-se inundar por todo um universo de tons, aromas e sons caraterísticos de um final de tarde de outono.
Deixou-se ficar ali. Não tinha pressa. Gostava sempre que podia ir para aquele jardim, sentar-se naquele banco e ali ficar a admirar o rio, que lentamente e sem interrupções ia deslizando no seu leito em direção ao mar. Fazê-lo numa amena tarde de outono era ainda mais agradável, no meio daquela sinfonia de tons e aromas.
Mafalda deixou-se fical ali de olhos fechados. A sua mente viajou para longe, para muito longe. Viajou para o outro lado do oceano. Gostaria que ele pudesse estar ali ao seu lado, poder encostar-se a ele, sentir o seu abraço. Mas isso não era possível tal era a distancia que os separava, imposta pelas agruras da vida que o obrigaram a emigrar.
Há muito tempo que ele procurava trabalho sem encontrar. Sim ele procurava trabalho e não emprego. Era licenciado em engenharia e mesmo assim não conseguiu arranjar emprego. A crise tornava tudo muito difícil. Respondera sem sucesso a diversos anuncios para engenheiro, mas sem sucesso. O tempo fora passando e cada dia que passava tornava-se menos exigente, e procurava trabalho em qualquer lado, como servente, em restaurantes, como operador de loja. qualquer coisa servia. Mas as desculpas sucediam-se: "a vaga estava preenchida", "tem habilitações a mais", "apenas temos estágios não remunerados".
Farto disto, decidira ir-se embora, e quatro meses depois estava a viver o sonho americano. Estava a trabalhar como engenheiro numa das maiores elétricas do pais.
Mafalda sabia que aquela decisão tinha sido difícil de tomar, e ainda mais difícil de viver, pois a cada dia que passava as saudades aumentavam chegando mesmo a tornar-se quase insuportáveis.
Mas se havia algo que pudesse fazer para atenuar essa saudade imensa era sentar-se naquele banco de jardim, contemplando aquele manto de folhas amarelo acastanhado, que se estendia até ao rio. Então fechava os olhos e enquanto viajava para junto dele as suas mãos acariciavam o seu ventre sentindo-o dentro dela, crescendo dia após dia.
Faltava pouco. Cada dia que passava estava mais perto de estar junto dele, de estarem os três juntos.
Continuou sentada de olhos fechados saboreando a calma daquele final de tarde de outono.
Não tinha pressa.
Participação no tema de Outubro /2012 ("O cair das folhas") da Fábrica de Letras
Se procura um apartamento absolutamente fabuloso, numa cidade fabulosa como Londres, esta é a oportunidade..... ....apenas terá que ter cuidado com o tamanho dos móveis!
Victor Gaspar: - As contas não mentem. Temos que aumentar mais os impostos ao povo! Paulo Portas:- Outra vez ?????? Pedro Passos Coelho (pensamento): Vamos lá a ver como é que eu posso iludir a malta! Miguel Relvas:- Ó Victor vê lá se sabes o que estás a fazer. Eu estou-te a ver.... Aguiar-Branco (pensamento):Por este andar nunca mais saimos daqui.
Na gíria futebolística existe uma expressão que é muito utilizada, que refere que "em cada um de nós existe um treinador de bancada". Atualmente e com o avolumar da crise em Portugal esta expressão está cada vez mais adaptada ao mundo económico e poderia ser qualquer coisa assim: "em cada um de nós existe um pseudo economista".
Um exemplo disso é o subdiretor de informação da SIC, e apresentador do programa "Negócios da Semana", José Gomes Ferreira. Nos últimos tempos este jornalista tem vindo a aparecer a miúde na televisão dando ares de economista, parecendo que sabe tudo aquilo que todos os outros não são capazes de perceber.
Muitas vezes fica-se com a impressão que estamos perante aquela figura pública, que tão bem conhecemos, que "nunca se enganava e raramente tinha dúvidas". No entanto um olhar mais atento e um escutar mais cuidado das suas opiniões mostra claramente que as "bacoradas" são tantas que estamos perante o verdadeiro significado de PSEUDO ECONOMISTA.
O seu expoente máximo ocorreu ontem no programa negócios da semana (ver video abaixo ao minuto 21) onde ao debater a questão da TSU (que já foi ultrapassada mas para a qual parece que tem um recalcamento) díz uma asneira tão grande que mostra claramente que de economia e de finanças é que ele não percebe nada.
Pois bem, de forma resumida o exemplo dado por este pseudo economista é que a medida da TSU apresentada pelo governo (que entretanto voltou atrás) não fazia qualquer sentido do ponto de vista económico, já que uma empresa que produzisse e vendesse parafusos e tivesse vendas de 200, e um custo com salários de 100, tinha um encargo com a segurança social de 34,75 (entre 23,75 da empresa e 11 do trabalhador) e passaria a ter um encargo de 36, pelo que segundo as suas palavras "não é uma medida que alivie a unidade empresa, pois pela mesma quantidade de parafusos, ficaria a pagar mais à segurança social".
Pois bem, senhor José Gomes Ferreira, deixe-me disser-lhe que este seu raciocínio não poderia estar mais errado e que a barbaridade da asneira é tal que deveria de ter vergonha de vir para a televisão falar qual pseudo economista.
De uma forma muito simples deixe ver se lhe consigo explicar, não querendo con isto disser que concordo que a medida que foi em tempo apresentada, pois discordo solenemente:
1) uma empresa que tem uma massa salarial de 100 paga efetivamente 34,75 à Seg. Social. No entanto o seu custo é apenas de 23,75, uma vez que não paga 100 ao trabalhador, mas sim 89, descontando-lhe 11 que fica com a obrigação de entregar à Seg. Social.
2) aos 11 que retém ao trabalhador chama-se RETENÇÃO.
3) a empresa passaria a pagar 36 efetivamente, sendo que o seu custo seria 18 (que eram 23,75 anteriormente) descontando 16 ao trabalhador (apenhas lhe pagando 84) ficando com a obrigação de entregar estes 16 à Seg. Social.
4) o aumento do valor que a empresa tem que pagar à Segurança Social não é assim um custo da empresa mas sim um aumento da RETENÇÃO do trabalhador, ou seja o custo do trabalho passou de 123,75 para 118, isto é diminuiu.
5) pagamentoé uma coisa completamente diferente de custo, já que se a empresa reteve ao trabalhador e não o tem para entregar ao Estado é porque o gastou numa outra coisa qualquer quando não o deveria ter feito
Penso que tenha ficado claro o tamanho de enorme barbaridade e espero que a moda das "equivalências" não começe a crescer quais cogumelos e deixem de aparecer, especialmente na televisão toda a espécie de pseudo economistas.
Portugal merece um jornalismo de muito melhor qualidade daquele a que temos estado votados.
Como quem não quer a coisa, a luminosidade do nascer do dia foi entranto pela janela, contornando suavemente as barras de ferro e pousando gentilmente naquele rosto bronzeado que repousava na rija almofada. Gradualmente o calor foi aumentando e aquele corpo inerte no beliche sujo e desconfortável foi lentamente despertando para a realidade que o rodeava.
"Onde estou? O que é que me aconteceu? O que é aquilo na janela?".
A pouco e pouco a sua visão foi-se tornando mais clara e apercebeu-se que estava deitado num beliche, mesmo ao lado de uma retrete que há muito deixara de ser branca, que as janelas tinham grades e que a porta era também ela gradeada e constituída por redondas e cinzentas barras de ferro.
Estava numa cela.
Depois de algum esforço conseguiu recordar o que tinha acontecido.
Ainda há menos de 3 anos tinha uma vida perfeita: uma carreira de sucesso, uma mulher perfeita que amava, e que o amava, uma filha linda e uma casa isolada no campo onde a família se refugiava do stress do dia a dia.
Mas a vida fora madrasta para ele e há menos de um ano havia sido diagnosticado um cancro, que em menos de 6 meses lhe roubara a sua mulher. Foram 6 meses de angústia, de sofrimento, tentando combater esse monstro, tentando manter o amor da sua vida.
Mas apesar de ter gasto quase todas as suas economias, não conseguiu vencer a Besta. Fazia agora um ano que este levara com ele o seu AMOR, a SUA vida. Depois veio a crise financeira e com ela o desemprego, e se ainda lhe tinham sobrado algumas economias, rapidamente estas se entregaram e perdeu a sua casa. Desde então que morava com a sua filha numa residencial, procurando desesperadamente por um emprego com o qual pudesse financiar a universidade da sua filha.
Certo dia, enquanto esperava que ela saísse das aulas, entrou num bar, e sem que desse por isso, bebeu mais de meia garrafa de uísque. Ao olhar para o relógio na parede atrás do balcão, viu que estava atrasado, tirou a carteira, pagou e saiu.
Começava agora a perceber o tremendo erro que cometera. Não estava em condições de conduzir, mesmo assim fizera-o e passara, sem se aperceber um sinal vermelho. Depois apenas um estrondo e os gritos da sua filha. Depois silêncio.
E ali estava ele, numa cela, à espera de ser apresentado a um juiz, e a sua filha numa cama de hospital, em coma.
"Ei, tu aí !!!" "Quem, eu?" "Sim, estou a falar contigo. Ligaram agora do hospital. A tua filha saiu do coma e vai ficar bem, provavelmente sem qualquer mazela."
Em 3 anos o seu mundo ruira sem nunca ter percebido porquê, e a sua vida perdera todo e qualquer significado. Mas bastaram apenas 15 segundos para voltar a ter uma segunda chance, para que a sua vida recomeçasse, e desta vez jurou que iria enfrentar tudo e todos, e conseguiriria ultrapassar todos os obstáculos, por mais difíceis que ele fossem, tudo em prol da sua filha, que era neste momento a única razão pela qual tinha interesse em viver e......
....... as BESTAS que não se aproximassem dele.
Participação no tema de Setembro /2012 ("Recomeços") da Fábrica de Letras
É outra vez setembro e regressam as aulas e com elas os livros e a necessidade de os forrar. Mas a grande chatice é que o normal plástico autoaderente é uma complicação e ficam sempre bolhas e vincos.
O ano passado descobri um pack da AMI que para além da vertente social de se poder ajudar esta instituição na ação meritória que desenvolve, permite também forrar os livros de forma rápida, prática e com excelentes resultados.
Este pack pode ser encontrado em quase todas as grandes superfícies, desde o Continente, ao Jumbo e ao Staples Office Centre.
Cada pack contem 10 unidades e permite assim forrar 10 livros, qualquer que seja o seu tamanho, já que as tiras adesivas podem ser coladas em qualquer parte.
Começa-se por colar a fita central na lombada do livro e as duas tiras imediatamente adjacentes na capa e na contracapa. Depois é só esticar o plástico e colar as bandas exteriores do lado de dentro da capa e da contracapa. As margens inferiores e superiores são então dobradas para dentro e fixadas quer ao interior do livro, quer às dobras verticais do plástico por intermédio de etiquetas redondas.
E VOILÁ, o RESULTADO É:
Acabem, com o sofrimento de forrar livros e aproveitem para auxiliar a AMI.
Com tantas audiências a serem solicitadas com caráter de urgência não dá tempo para mais um pulinho ao estrangeiro e mais umas despesas de representação.
Lá terá a reforma do Banco de Portugal que chegar para as despesas!
A vida é tramada. Concluida a meia maratona, ainda que não totalmente a correr (apenas consegui fazer 18 Kms de um total de 21 Kms), e de alguns meses de paragem, tinha recomeçado a treinar e definido como objetivo vir a fazer a MARATONA em 2015. Não interessava para já o local, apenas começar a preparar atempadamente aquele desafio, para que quando chegasse a altura o pudesse fazer sem chegar a um estado de exaustão total.
Começava assim a preparação e eis que após 2 treinos de 4 kms, chegou o primeiro contratempo. Foi depois de uma aula de natação que se começou a revelar uma dor no fundo das costas e no dia seguinte era já uma coisa insuportável. Só havia uma coisa a fazer: Hospital.
Assim fiz. Fui às urgências, e depois de ser visto pelo médico, lá veio o Raio-X e uma injeção. "Onde prefere, na nádega esquerda ou na direita??" - perguntou a enfermeira. "Querer, querer, não queria em nenhuma." - respondi.
Mas isto era apenas o início. O veredito chegou pouco depois: uma contratura. Agora nada de desporto durante 15 dias. Repouso, comprimidos e calor no local.
Assim fiz, mas não resultou. Falei então com o meu "padrinho" das corridas e recomendou-me um fisiatra especializado em medicina da recuperação e desportiva.
O divertimento estava quase a começar.
Como entrada veio a realização de uma TAC (já prescrita da ida ao hospital) e 6 sessões para recuperar. As primeiras três sessões, por motivos que não interessa aqui referir ficaram-se pela metade, e até que não foram más. Não fosse estarmos no Verão e teriam sido mais agradáveis as sessões com laser, corrente elétrica e calor.
Mas o melhor estava para vir. À quarta sessão eis que se juntou a fisioterapia. E que TAREIA que foi. Fiquei a saber o que sente um biscoito antes de ir para o forno. Mas talvez tenha sido de ser a primeira, pois a seguinte até não foi assim tão má.
Agora que se aproximam as férias, que seria quando teria mais tempo para começar a recuperar a forma, parece-me que tal não vai acontecer. No entanto isto ainda não terá muita importância pois ainda faltam 3 anos. Ainda falta muito tempo.
Vou assim começar com aquilo que chamo a Fase 1 - Melhoria da hidratação do corpo (2 lts de água/dia); Dieta bem mais rigorosa e começar com umas caminhadas vigorosas (a ver se consigo perder 8 quilitos em 4 semanas).
Entretanto, irei continuar a delinear o plano de treinos adaptando-o em função da evolução desta lesão.
Para muita gente isto pode não dizer nada, mas de certeza que para os 77 portugueses que vão representar Portugal, estes 15 dias vão ser uma experiência única e sem dúvida gloriosa para aqueles que eventualmente venham a atingir o pódio (espero que alguns o consigam).
Mas será mais do que isso. Será uma experiência única para os seus treinadores, para a sua família, para os seus amigos.
Serão sem dúvida nenhuma um orgulho para a Nação, qualquer que seja o seu resultado, pois de certeza que vão dar o seu melhor.
Gostei de ver o nosso Presidente na cerimónia de abertura. Gostei de ver o seu entusiasmo.
Apenas espero que entre tantas viagens, o nosso Presidente consiga arranjar um tempinho para poder voltar a Londres a 29 de agosto para demonstrar o mesmo entusiasmo aos nossos atletas Paralímpicos que muito o merecem.
Deve estar a fazer por estes dias cerca de 6 anos que me iniciei nesta história das corridas. Até aqui, nos últimos anos tinha passado mais de metade do dia sentado ao computador (a trabalhar, e não só) e a refastelar-me com comida sempre que podia. Certo dia um colega meu desafiou-me para ir treinar, ao que lhe respondi uma coisa do género "Deves estar maluco. Eu nem 5 minutos aguento!". Mas ele tanto insistiu que lá fui experimentar treinar, primeiro sozinho e depois, quando já tinha alguma resistência, acompanhado. Depois vieram as primeiras provas, pequenas ao princípio, coisa para 3 kms, 5kms, ou mesmo 8 Kms. Com o tempo o desafio foi aumentando e foram os 10 kms, os 15 kms, e por fim tentar a Meia-Maratona (21 kms). Algumas Meias maratonas fiz mal preparado e foi um sofrimento atroz, outras, ainda que melhor preparado, não deixaram de ser um sofrimento, e apenas por uma vez o consegui fazer sempre a correr.
O ano passado decidi treinar a sério para a meia maratona. Foram uns bons meses de treino, mas a pouco tempo da Meia o joelho esquerdo começou a ressentir-se, e tive medo de arriscar a prova. Adiei-a para Março mas a falta de tempo para treinar estragou tudo.
Até hoje sempre disse que a Maratona (42 Kms) era para malucos, mas a corrida torna-se num vício e é difícil resistir-lhe. Aqueles que me conhecem dirão que eu sou um gajo teimoso como ó raio, ou não fosse eu do signo Touro.
Pois bem, acabei de definir um objetivo para 2015: FAZER A MARATONA, isso mesmo, 42 kms de corrida!!! Claro que isso me assusta pois só de imaginar o que são 42 Kms a correr até me arrepio todo. Mas vou tentar levar isto com calma. Até lá faltam 3 anos, e vai ser necessária muita disciplina, treino e acima de tudo MOTIVAÇÃO.
Muitos daqueles que estão a ler isto não conseguem perceber porque é que alguém decide correr.
Pois bem, por um lado há a questão do exercício, de perder aqueles quilos a mais, de regularizar a tensão arterial.
Por outro lado, e este é aquele que mais me MOTIVA, é o tentar superar os nossos limites, o ir mais além, irmos até onde pensávamos não ser capazes. A Meia Maratona e a Maratona são provas de resistência. De resistência física, mas acima de tudo de resistência mental onde temos que enfrentar aquele que se afigura como um dos nossos inimigos, que temos que superar a todo o custo: o nosso CORPO. Mas este não é um inimigo, mas sim o nosso maior amigo, apenas temos que o treinar, que o MOTIVAR, e acima de tudo levá-lo ao limite, utilizando a nossa mente para esquecer tudo o que se passa à nossa volta, o stress, o trabalho, todos os problemas e até a dor.
Hoje, a três anos de distância, não sei se o vou conseguir, mas irei com certeza lutar para o atingir. Recomecei esta semana os treinos, apenas 4 kms de cada vez, mas há que ir com calma para o corpo se habituar.
Agora há que ser persistente, melhorar a alimentação, perder uns quilos, e ir aumentando a intensidade dos treinos a pouco e pouco.
Acima de tudo, HAJA MOTIVAÇÃO!!!
Participação no tema de Julho/2012 ("Motivação") da Fábrica de Letras
No ano passado afirmei aqui o meu compromisso em ir fazer a Meia Maratona de Lisboa, na altura em Dezembro de 2011, e na qual pretendia vir a bater o meu recorde pessoal de 2h e 36m. Eu sei que como recorde não é lá grande coisa, mas é meu, e posso desde já dizer que custou muito a alcançar pois apenas o consegui na minha quarta meia maratona, a única que conseguira fazer sempre a correr. É meu, e como podem ver custou muito a consegui-lo.
Tal como aqui o afirmara o meu objectivo era assim fazer a meia maratona em Dezembro de 2011 e conseguir bater aquele tempo. Assim passei todo o verão a treinar, mesmo nas férias: se estava para os lados de Castelo Branco, lá ia eu correr; se estava no Algarve, lá ia às oito da manhã correr para a praia. Se estava no Laranjeiro, lá ia eu correr sempre que conseguia tempo para tal.
Nesse período consegui alcançar o meu melhor momento de forma, mesmo considerando o facto de ter que arrastar 92 kgs (que nessa altura conseguir espremer para uns muito generosos 88 kgs), onde por três vezes conseguir fazer os 10 kms abaixo da 1h tendo mesmo conseguido a fabulosa marca (pelo menos para mim) de 57 min. na corrida do meu SCP.
Se em algum momento estaria em condições de bater aquele tempo (2h 36m), o momento era aquele, mas as dores que vinha tendo no joelho esquerdo depois de algumas corridas era algo que me preocupava. A Corrida do Tejo foi o teste ideal, pois depois dos 10 kms da corrida, os 9 kms de regresso permitiriam ver se conseguiria fazer os 21 kms da meia maratona. Mas a dor no joelho regressou e assim tive medo de arriscar e fiquei-me pelos 10 kms. Mas a motivação estava lá, e mesmo no dia de Natal de manhã lá fui fazer mais um treino de 10 kms, ainda que me viessem as lágrimas aos olhos, tal era o friooooo!!!.
Mas eis senão quando vem a TROIKA e o horário laboral e as obrigações familiares levaram o tempo todo que tinha para treinar, pelo que só recomecei a correr em Fevereiro, e apenas uma vez por semana. Claro está que isto não ia ser suficiente e o resultado é que apenas consegui fazer a correr cerca de 18 kms dos 21 kms da Meia Maratona da Ponte 25 de Abril, tendo-me ficado pelas 2h 44m.
Foi frustante saber que com um pouco mais de preparação teria chegado lá, teria feito um bom tempo. Mas agora não há que desmoralizar pois este ano ainda vão existir 2 hipóteses de o conseguir: em Setembro na Ponte Vasco da Gama e em Dezembro na Meia Maratona de Lisboa.
Esta foi apenas uma meia maratona, e não a MINHA MEIA MARATONA!!!
Essa espero que possa ser já este ano.
P.S. - Para que não fiquem dúvidas, aquele da foto sou mesmo EU a cortar a meta, ou melhor dizendo quase a arrastar-me.
Ao ver a foto abaixo escangalhei-me a rir e decidi partilhá-la. Mas mais do que isso, decidi utilizá-la para estimular a criatividade de por quem aqui passa.
Assim, estão todos convidados a participar neste passatempo, bastando para tal colocarem um singelo título no vosso blog sobre o que acham que aconteceu, bem como a indicação de que estão a participar neste passatempo e linkarem para este blog.
Depois basta enviar o link do título para este mail: utopiarealista.blogspot@gmail.com, e todas as participações aceites serão aqui publicadas.
Estão todos convidados a participar até 31.03.2011, seguindo-se posteriormente um período de 15 dias para eleição da estória mais criativa.
Depois desta última semana, de tudo aquilo que tenho ouvido na televisão, lido nos jornais ou na internet, voltássemos nós aos tempos idos da monarquia em que se atribuiam cognomes aos Reis portugueses e o que teríamos seria:
Anibal - O Infeliz !
Este seria sem dúvida o cognome mais apropriado para a figura mais importante do Estado, quando depois de se ter vindo queixar de que as suas pensões (a de Professor Universitário e a do Banco de Portugal) não chegarem para pagar as suas despesas, ter sido unanimente considerado como infeliz por tudo aquilo que são figuras públicas, ou comentadores.
Foi aquilo que se chama um rol interminável, que varreu da direita para a esquerda, ou não tivessem saltado a terreiro: Marcelo Rebelo de Sousa (PSD); Moita Flores (PSD?); Daniel Bessa (PS); o Juiz desembargador Paulo Rangel (PSD); Marinho Pinto; João Proença (UGT); António Vitorino (PS); António Barreto (PS); Ricardo Costa (SIC); José Gomes Ferreira (SIC).
Infeliz é pelos vistos a única coisa que vem à cabeça dos portugueses para classificar o seu Presidente depois deste se queixar que as suas pensões (cerca de 10.000 € mês) não chegam para as suas despesas, esse mesmo presidente que tem vindo a apelar ao esforço dos portugueses para superar a crise, devendo para tal ajustarem o seu modo de vida de forma a viver com menos.
Esse mesmo presidente que tem habitação e carro pago por todos nós, com todas as despesas inerentes, que tem um sem fim de funcionários, e que recebe despesas de representação bem acima daquilo que é o vencimento médio de um português, que permitiriam à maioria dos portugueses viver sem trabalhar, e que visam cobrir aquilo que são as despesas de um presidente.
Dá assim que pensar porque é que o Sr. "Nunca me engano e raramente tenho dúvidas" ao ter optado pelas suas duas pensões em vez do seu vencimento como Presidente da República (por serem mais elevadas), e tendo em conta que estas provavelmente não chegariam para as suas despesas ter feito um esforço tão grande para se recandidatar a Presidente, que até o levou a fazer figuras ridículas na campanha eleitoral a subir para cima de automóveis.
Como é que um economista de renome, como se afirma, comete assim o erro crasso de se candidatar a um emprego que não chegaria para as suas despesas? Nem parece coisa de economista.
A confirmar-se que as suas pensões não chegam para as suas despesas, confirmando-se assim o seu erro de concorrer a um cargo que não lhe permite pagar os seus custos, parece-me que só restam duas vias ao Presidente:
1 - Segue o seu próprio conselho e ajusta o seu nível de vida.
2- Segue o conselho do Primeiro Ministro e emigra.
Eu pessoalmente preferia que optasse pela segunda opção.
Muito se tem falado de crise, e quanto mais se fala maior é o sentimento de insegurança e de angústia, pelo que na minha participação mensal no tema do blog FÁBRICA DE LETRAS, decidi abordar este tema de uma forma mais ligeira e até bem disposta, para de alguma forma levantar a moral e os ânimos que andam cabisbaixos.
Quero ainda salientar que este texto não é da minha autoria, mas que se enquadra perfeitamente no tema de Janeiro ("CRISE") e que mostra como o desenvolvimento pode surgir da crise, ou a crise surgir do desenvolvimento:
Numa pequena vila e estância de veraneio no Algarve chove e nada de especial acontece. A crise sente-se!
Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas.
Subitamente, um rico turista inglês entra num pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão. Sobe depois ao 3º andar para inspeccionar o quarto, na condição de desistir se não lhe agradar.
O dono do hotel pega nos 100€ e corre a pagar ao talhante que o fornece, que pega no dinheiro e corre ao produtor de gado a pagar 100€ que devia. O produtor de gado, por sua vez correa pagar ao seu fornecedor de rações para animais pelas reções fornecidas a crédito, que por sua vez pagou a uma prostituta pelos serviços prestados que foi a correr ao hotel pagar os 100€ que devia pelo aluguer de um quarto que tinha ficado a dever.
Nesse momento o inglês desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto não lhe agrada e que quer desistir, pedindo a devolução dos 100€.
Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e estes elementos da pequena vila costeira encaram agora optimisticamente o futuro.
Já começaram as votações para as primeiras eliminatórias do Concurso dos Blogs do Ano 2011, no qual este Blog concorre na Categoria de "Diários de Bordo / Diários Intimos e Pessoais".
Quero desde já agradecer as votações recebidas e pedir a todos aqueles que por aqui passem, que entendam que este Blog é merecedor do seu voto, que passem lá pelo Aventar e que votem no Utopia Realista.