Ainda se lembram da Guerra publicitária entre a Pepsi e a Coca-Cola? Pois bem está aí uma nova GUERRA publicitária, só que desta vez entre a Apple e a Microsoft.
Depois de uma longa paragem com recurso a fisioterapia, a ginásio e a aulas de Pilates, por causa das costas, voltei a assumir como objetivo fazer a maratona.
Atendendo ao atraso que a minha preparação teve decidi adiar para 2016 a tentativa de realizar esta prova, já que seria de alguma forma engraçado fazer 42 kms no mesmo ano em que completarei 42 anos, e de preferência no estrangeiro juntando assim a vertente desportiva com a vertente lúdica.
Depois de começar a ir mais regularmente ao ginásio decidi dar início à preparação para a Maratona. Assim a semana de 08.04.2013 será a semana 1 deste longo período que me espera pela frente.
Esta primeira semana ficou caraterizada por uma freqência mais assídua no ginásio, em que a passadeira está presente nos treinos começando assim a abrir caminho para os primeiros testes em estrada.
A par dos treinos há também que corrigir outros aspetos como sejam a alimentação e a perda de peso, já que correr com 88,5 kgs (em tempos já foram 93 kgs) custa um bocabinho, pelo há que perder pelo menos mais uns 8 kilos.
Chegado o domingo há que fazer o primeiro teste. Posso dizer que para quem esteve parado tanto tempo até que nem foi mau, tendo feito 5 kms a uma média de 7 min/km, claro está acima da minha melhor média de sempre - 5,7 min/km.
No entanto como primeiro treino o objetivo não era exagerar, mas sim ver qual a minha resistência no momento, sem exageros, e como tal havia que não forçar muito o andamento.
Foi um bom teste: a distância e o tempo foram para além do que eu estava à espera e, acima de tudo, e mais importante, sem dores nas costas, durante, ou após à corrida.
Há alguns meses atrás coloquei aqui alguns posts sobre um objetivo que havia estabelecido para 2015. Por essa altura comecei a treinar com vista a atingir esse mesmo objetivo, mas o infortúnio bateu-me à porta e eis que me surgiu uma hérnia discal entre as vértebras L4-L5. O objetivo então definido teve que ficar em "stand by" e fui obrigado a parar durante alguns meses. Foi um longo período de paragem que incluiu fisioterapia e tratamentos com corrente elétrica. Ao longo deste tempo fui aprendendo a proteger-me, a melhorar a postura e a fortalecer a zona lombar. Depois da fisioterapia veio o Pilates e o ginásio com o objetivo de fortalecer a faixa lombar. Fui duro estar parado. Foi duro querer correr e não poder. Mas houve outras vantagens. Sem dúvida que fiquei a conhecer melhor o meu corpo, a proteger-me, e a conviver com a dor aprendendo como a poderia minimizar, quer através de exercícios de fortalecimento, quer através do uso de uma cinta abdominal (especialmente a conduzir em viagens longas), quer a levantar-me da cama ou a baixar-me para pegar em pesos. Sem dúvida que hoje faço diariamente coisas que todos nós deveríamos fazer e, talvez assim prevenir o aparecimento de hérnias, o que não consegui evitar. Agora que as coisas estão mais estabilizadas e que a ida ao ginásio passou a ser na ordem das 3-4 vezes por semana, começei a pouco e pouco a correr na passadeira (tal como o ortopedista recomendou). Mas no fim de semana passado decidi ir para a rua e fazer um teste. Se assim o pensei, melhor o fiz: calçei os ténis e lá fui.
Resultado: uma corrida de 5 kms em 35' e 31'', o que até nem é muito mau para quem esteve parado tanto tempo.
Foi assim o resultado deste teste que me levou a tornar "num tipo especial de idiota" para retomar o objetivo de correr a maratona, desta vez em 2016. A última semana foi assim o início a sério de uma longa preparação de 3 anos (talvez possa ser menos, só o tempo o dirá), em que os principais objetivos para além da preparação física para a prova, são: - Manter estabilizada a hérnia e reforçar a faixa lombar; - Aumentar o consumo diário de água (um dos meus defeitos); - Perder peso, tentando chegar aos 80 kgs ( o peso recomendado para mim seria 78 kgs). Aqui fica então o compromisso de tentar em 2016 (ou antes) correr a Maratona. Se o vou conseguir não sei, nem o posso garantir, apenas posso prometer uma preparação o mais cuidadosa possível e empenhar todos os meus esforços. O tempo o dirá !
Era apenas mais um dia, igual a muitos outros. O tempo passava, devagar como sempre acontecia, e nada nem ninguém o poderia parar. Contudo não precisava de um relógio (também não o tinha) para saber as horas. A rotina diária faria isso com toda a perfeição.
O dia aproximava-se do fim, dando lugar à noite e ao brilho das estrelas. Sim, hoje teria como companhia o brilho das estrelas e daquele "C" radiante: a lua no seu quarto crescente, já que hoje o céu estava limpo, sem qualquer vestígio de nuvens.
Era chegada a hora de arrumar todas as suas parcas coisas naquele cantinho e subir avenida acima até ao ponto de encontro. Daqui a cerca de 2 horas iria estar com os seus antigos colegas. Mas ainda que fosse ter com eles, não "estaria com eles", mas sim do outro lado.
Há dois anos atrás seria diferente. Há dois anos atrás reunir-se-ia com os seus colegas para que, depois de um dia de trabalho, preparassem tudo, devidamente dividido e acondicionado, para que então pudesse ser carregado na carrinha que levaria as "doses" de conforto para o local de encontro.
Hoje, como nos últimos dias, como nos últimos meses seria diferente. Hoje seria ele que iria ao ponto de encontro à procura da sua "dose" de conforto. Há um ano atrás a vida tinha sido ingrata para ele. A crise levara-lhe o emprego, e as poucas economias que tinha gastara-as em hospitais e clínicas, na tentativa de salvar o amor da sua vida, mas o cancro fora mais forte. Sem mullher, sem filhos, sem família, vira-se desempregado e sem dinheiro para pagar a renda da casa e todas aquelas despesas (água, luz, telefone) que para ele eram um dado adquirido quando tinha emprego.
Quase sem dar por isso viu-se a viver na rua, a dormir numa caixa de cartão (para cortar o frio que vinha do chão) e num cantinho onde se pudesse abrigar do vento e da chuva. Os balneários públicos passaram a ser uma visita diária. Todas as noites subia aquela avenida até ao ponto de encontro onde iria receber uma sopa e uma refeição quente, e por vezes um cobertor, ou até, em dias de sorte, uma peça de roupa para substituir as suas, desgastadas pelo tempo.
E assim foi. Encontrou os seus colegas de ronda, só que desta vez seria ele a receber a sua "dose" de conforto. A noite não estava fria e aproveitou para ficar um pouco a conversar com eles. O tempo passou depressa mas chegou a altura de se despedir, pelo menos até ao dia seguinte. Era chegada a hora de voltar para o seu "canto". A meio do percurso reparou num jovem, que por baixo de umas arcadas, estava deitado no chão junto de um banco. Há vários meses que fazia aquele precurso diariamente e nunca o por ali vira. Foi ter com ele e rapidamente se apercebeu que ele era novo por aquelas bandas, e que já não comia nada ia para 2 dias.
Sentou-se ao lado dele e esticando o braço deu-lhe a sua comida: "Toma. Come tu. Eu hoje não estou com fome." E ali ficou ele sentindo-se melhor do que se sentiria se tivesse ido para o seu canto com a sua "dose" de conforto. Amanhã,..... seria outro dia!!!
Participação no tema de abril/2013 ("Altruísmo") da Fábrica de Letras
Aproveito para desejar a todos quantos passarem aqui pelo blogue um SANTO e FELIZ NATAL e que todos possamos aproveitar e tornar melhor o Natal de alguém mais necessitado do que nós, naquilo que é o verdadeiro sentido de AMIZADE e SOLIDARIEDADE.
A ver pelo estado das coisas fico com a certeza absoluta que o Pedro Passos Coelho teve acesso à versão demo deste novo jogo de tabuleiro que vai ser lançado para a semana.
Este é um instrumento essencial para perceber o que o PPC diz sempre que abre a boca, pois de outra forma não chegam lá, nem com tradução simultânea.
Nos tempos que correm motivação é algo que é essencial e não há ninguém melhor que o Miguel Gonçalves para nos motivar, para nos por a "bater punho com muita força." Partilho aqui a participação do Miguel Gonçalves no TEDx no Porto.
Certo dia, já não me lembro bem quando, andava eu a deambular pelo UNIVERSO da BLOGOSFERA, quando sem que me apercebesse muito bem como, tropeçei num conjunto de letras, ou melhor dizendo, num conjunto de palavras.
Quando dei por mim tinha entrado na FÁBRICA.
Mas que lugar era aquele? O que se produzia ali. Fui procurando e não consegui encontrar qualquer produto material que saísse de um conjunto de máquinas e que posteriormente fosse vendido num qualquer mercado.
Mas algo andava por ali. Dei de caras com um conjunto de letras, que embora materiais se desmaterializavam no UNIVERSO da BLOGOSFERA. Não eram letras que pudessem ser colocadas sobre uma qualquer porta, qual tabuleta, ou dependuradas num qualquer fio ou pulseira, como um qualquer nome.
Era sim um conjunto de letras que não estando aglomeradas se encontravam devidamente organizadas (links) e nos transportavam de imediato, ou quase, dependendo da velocidade de acesso à Internet, para todo um conjunto de departamentos (blogues) onde uma diversidade de funcionários (bloggers) se dedicavam mensalmente a produzir de forma altruísta todo um conjunto de letras (textos) que se transformavam em maravilhosas viagens, que só a escrita e a nossa imaginação podem proporcionar.
Dei por mim perdido de departamento em departamento, deliciando-me com os conjuntos de letras que ia descobrindo e como quem não quer fui-me deixando viciar. Pouco tempo bastou para que batesse à porta da FÁBRICA e tentasse a minha sorte.
Sem dúvida que os primeiros conjuntos de letras que produzi não passavam de letras fortemente amarradas, como se dentro de um espartilho se encontrassem, o que tenho a certeza que se deveu ao tipo de escrita a que a minha vida profissional me habituou. Mas lá continuei e com o tempo as letras foram saindo de dentro da caixa deixando a minha imaginação libertar-se e viajar.
O vício, esse, foi crescendo e como quem não quer nada fui dando por mim a produzir de forma regular (mensal) para a FÁBRICA, ficando ansiosamente à espera de saber o que deveria produzir no mês seguinte.
Eu sei que hoje Portugal vive tempos difíceis, com austeridade em cima de austeridade, com fábricas a fecharem todos os dias e que tudo devemos fazer par que tal não aconteça. Se existe alguma fábrica que tenho a certeza que não fechará essa será a FÁBRICA, a FÁBRICA DE LETRAS, pois os seus funcionários são lutadores e determinados e não deixaram que tal aconteça, e eu serei um deles, pois esta FÁBRICA apesar de não produzir bens materiais alimenta a nossa alma e permite-nos viajar esquecendo o STRESS com que a vida nos sobrecarrega.
Se disso depender eu serei o primeiro a lutar para que a FÁBRICA não encerre e tenho a certeza que outros funcionários que juntarão.
LUTEMOS PELA FÁBRICA! NÃO DEIXEIMOS QUE ESTA ENCERRE!
CONTEM CONNOSCO!!
Participação no tema de novembro/2012 ("Fábrica de Letras") da Fábrica de Letras
A adesão a esta GREVE GERAL tem sido tão massiva, que até os neurónios dos jornalistas (mais conhecidos como o Tico e o Teco) aderiram e desta vez decidiram fazer GREVE, a ver pelas notícias que vão sendo publicadas.
"Nós podemos precisar, se alguma coisa não correr bem no próximo ano, de adoptar as tais chamadas medidas contigentes que alguém resolveu chamar de plano B mas que não é plano B nenhum."
Pedro Passos Coelho, 07.11.2012 na Academia Militar
Alguém me explica qual é a diferença entre adoptar medidas contigentes quando alguma coisa corre mal e um Plano B?
É que as duas coisas são A MESMA COISA!
Parece que quem passou a vida a estudar na faculdade até aos 37 anos não aprendeu nada.
Este singelo blog (Utopia Realista) que se iniciou há pouco mais de dois anos teve agora a honra de ser galardoado pela Briseis do blog "Do meu pedestal"com o PRÉMIO DARDOS. Na vida, pelo menos eu penso assim, nem sempre os prémios monetários são os mais importantes, até porque existem prémios que ainda simbólicos nos proporcionam sentimentos que o dinheiro não nos pode dar.
O Prémio Dardos foi criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade que, em 2008, concedeu no seu blog, Leyendas e el pequeno Dardo, os primeiros Dardos, destinados a quinze blogues, que deveriam indicar outros blogues igualmente merecedores e por aí fora. Assim o prémio se espalhou pela internet, e destina-se a reconhecer os valores e empenho demonstrados por cada escritor de blogue.
As regras do Prémio Dardos são:
1 - Exibir o selo;
2 - Linkar quem o premiou;
3 - Escolher outros blogues para indicar o prémio;
4 - Avisar os escolhidos.
Resta-me pois escolher os blogues que considero deverem ser homenageados com o PRÉMIO DARDOS.
A exibição do selo, bem como a nomeação de outros blogues, deixo ao critério de cada um, mas quero desde já salientar que a escolha dos blogues abaixo apenas pretende homenagear singelamente os blogues que mais aprecio e pelos quais vou passando regularmente.
Nota: Eu sei que as regras deste Prémio referem que se deve linkar o blogue que nos atribuiu tal galardão, não referindo se este pode ser uma das nossas escolhas. No entanto não quero saber se estou a quebrar alguma regra pois o blogue "Do meu pedestal" é sem margem para qualquer dúvida um dos que eu nomearia, razão pelo qual optei por o fazer
Diz-se por aí que o MELHOR do MUNDO são as CRIANÇAS, e quem não consegue concordar com isto, ou dar uma boa gargalhada por mais impressionante que seja o que elas conseguem fazer.
Penso que a foto acima é ilucidativa do que as crianças conseguem, e pergunto-me a mim mesmo se existirá alguém com crianças que, num momento ou outro, não se identifique com esta situação?
Pois bem irei dar início a uma pequena rubrica que é ilucidativa daquilo que as crianças são capazes e que mesmo assim nos conseguem roubar uns bons sorrisos, se não mesmo umas valentes gargalhadas.
Em 2001 Portugal abandonou a moeda (Escudo) que possuía desde a implantação da República para aderir a uma moeda nova e, como alguns diziam a um mundo novo, o EURO. Desde então que Portugal tem feito um enorme esforço para se manter na dita UNIÃO MONETÁRIA, mesmo em tempos de crise como os que atravessa atualmente.
Nos dias de hoje, muitos defendem que Portugal deveria abandonar o EURO, enquanto outros defendem com unhas e dentes a permanência na UNIÃO MONETÁRIA. Mas será que ainda fazemos parte da UNIÃO MONETÁRIA, ou será que sem sabermos já a abandonámos.
A semana passada ao passar na junto do Novotel, na Av. José Malhoa, em Lisboa (ver foto acima) reparei em algo que me leva a crer que já devemos ter abandonado a UNIÃO MONETÁRIA sem que tenhamos conhecimento disso.
Numa das fachadas do hotel, mais precisamente numa fachada lateral encontra-se um outdoor referente à promoção FAMILY do Novotel, a qual apresenta um pormenor delicioso se não mesmo caricato.
Não, não me estou a referir ao famoso (*) que está associado a uma letrinhas pequeninas escritas na vertical e que só se conseguem ler se o transeunte tiver uns binóculos, já que isto não é novidade qualquer que seja o anúncio publicitário que estejamos a falar.
Estou sim a referir-me ao facto do outdoor referir que com "Family & Novotel as crianças não pagam" apresentando uma valor de 0€, peço perdão 0¥ (ienes).
0¥ (ienes) ?? (ver foto abaixo).
Mas afinal Portugal ainda já saiu da UNIÃO MONETÁRIA? Será que agora quando queremos ir a um hotel em Portugal temos antes que passar pelo banco para trocar uns Euritos por ienes para podermos pagar a estadia.
Será que para a semana, quando formos pagar a conta de eletricidade temos que comprar YUAN (moeda chinesa), já que agora praticamente mandam na EDP?
"O mundo é de quem o reinventa" é o título de uma rubrica criada pela Ana Vidal no blogue Delito de Opinião, que se carateriza pela apresentação de fotografias do mais variado tipo de objectos que assumem todo um novo significado para além daquele a que estamos habituados.
Não é demais dizer que "O mundo é de quem o reinventa" é uma lufada de ar fresco na blogosfera portuguesa, que a cada post colocado pela sua autora (Ana Vidal) é capaz de nos arrancar um sorriso numa época onde os portugueses cada vez menos têm razões para o fazer.
Desejo sinceramenta que a Ana Vidal consiga por muito tempo encontrar novas e verdadeiras "pérolas", como até aqui o tem feito, pois tenho a certeza absoluta que continuará a roubar (no bom sentido, é claro) sorrisos aos portugueses, proporcionando-lhes singelos momentos de boa disposição.
Há dois anos atrás ninguém ouvia os juízes falar de inconstitucionalidades nas discussões do Orçamento de Estado, mas claro que nessa altura não se falava de cortes de subsídios (de Natal e de férias) na Função Pública.
Algum tempo depois, e quando o Governo decidiu cortar os subsídios de Natal e de férias à Função Pública eis que se lavantou o rancho dos magistrados a alegar a inconstitucinalidade da medida.
Recentemente o Governo anunciou que iria acabar com as borlas nos transportes públicos. Agora que o Expresso noticiouque a direcção do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) enviou um email aos seus associados, revelado pelo Jornal de Notícias, no qual o referido SMMP afirma ter recebido
garantias da ministra da Justiça de que essa norma será retirada da
proposta de Orçamento de Estado, a pergunta que se impõe é:
Virão os magistrados para a opinião pública alegar a eventual decisão do Governo de manter as suas borlas nos transportes públicos?
Hoje cheguei tarde a casa e como poucas notícias tinha ouvido durante o dia liguei a televisão e corri os principais canais nacionais. Depois de ver que o SC Braga estava a perder, fixei-me na SIC notícias (um dos meus canais favoritos) e fui ouvindo o que se foi passando durante o dia.
Confesso que 5 minutos depois estava já com vontade de desligar a televisão e não ouvir mais nada. No entanto não o fiz e lá fui ouvindo todas aquelas desgraças associadas à situação económica que o país atravessa. Foi nesse momento que fiquei a saber de uma proposta de Lei que foi avançada pelo Governo e entregue aos parceiros de concertação social, que entre muito outras medidas previa uma redução de 10% dos subsídios de desemprego mais baixos, os idosos sem autonomia perdem apoios se tiverem um rendimento superior a 600 euros, o Rendimento Social de Inserção sofre novo corte de 6% e o subsídio de morte reduz-se para metade, entre muitas outras medidas do mesmo género.
Confesso que fiquei estupefacto com tudo isto, já de depois de se atacar ferozmente a classe média se vem novamente perseguir aqueles que estão mais carenciados e desprotegidos, ao invés de se fazer exatamente o contrário.
Fiquei com a certeza que o Governo não passa neste momento de um conjunto de alienados, que vivem dentro da sua redoma de vidro e que não fazem a mínima ideia do que, infelizmente, é cada vez mais a realidade do nosso pais, das dificuldades, das carências, do esforço que muita gente já faz, não para viver mas sim para conseguir sobreviver.
Ao ouvir estas notícias apenas me veio à memória a reportagem que ontem vi na SIC. Chamava-se "Momentos de mudança" (ver vídeo abaixo) que mostrava a realidade, a luta o querer, a força de vontade, o amor, a união, de uma família do alentejo que para além dos reduzidos rendimentos mensais (cerca de 300 euros) já há décadas tem que se defrontar com o estigma e o preconceito do que é ser seropositivo.
Confesso que poucas são as reportagens capazes de me comoverem como aquela a que ontem assisti e, cada vez mais tenho a certeza que situações similares, de luta pela sobrevivência, vêm infelizmente a surgir ao longo de todo o país. Muitas vezes não sabemos valorizar o que temos e apenas nos apercebemos disso quando vemos casos destes em que uma família sobrevive com apenas 300 € tendo ainda que lidar com sérios problemas crónicos de saúde.
Mas acima de tudo aquela reportagem é uma lição de vida, pois sempre se mantiveram uma família unida lutando contra tudo e contra todos no sentido de ultrapassar todas as dificuldades que a vida se encarregou de lhes atravessar pela frente. Mas acima de tudo é de louvar que mesmo assim, mesmo com todas essas dificuldades afirmam serem felizes e que o que importa, mais do que tudo é o amor e o apoio que sentem uns pelos outros.
Esta família deveria de ser um exemplo para todos nós e um caso de reflexão para os nossos governantes, para que pensassem 2 vezes na injustiça da maioria das medidas que pretendem implementar.
À Alexandra e à sua família desejo as maiores felicidades do mundo e toda a força para que consigam ultrapassar todas as dificuldades que enfrentam e que possam viver quase sem preocupações para além daquelas que já lhes são impostas pela sua saúde.
A reportagem da SIC aqui fica para quem não tenha tido oportunidade de a ver em direto.
Esta semana enquanto no programa "Eixo do Mal" da SIC Notícias, foi passado um vídeo (alemão) absolutamente genial e gélido, ou não se passasse numa piscina totalmente congelada devido às baixas temperaturas. Este será talvez o vídeo mais hilariante que vi nos últimos tempos. Não acreditam. Então vejam lá!