Em 2001 Portugal abandonou a moeda (Escudo) que possuía desde a implantação da República para aderir a uma moeda nova e, como alguns diziam a um mundo novo, o EURO. Desde então que Portugal tem feito um enorme esforço para se manter na dita UNIÃO MONETÁRIA, mesmo em tempos de crise como os que atravessa atualmente.
Nos dias de hoje, muitos defendem que Portugal deveria abandonar o EURO, enquanto outros defendem com unhas e dentes a permanência na UNIÃO MONETÁRIA. Mas será que ainda fazemos parte da UNIÃO MONETÁRIA, ou será que sem sabermos já a abandonámos.
A semana passada ao passar na junto do Novotel, na Av. José Malhoa, em Lisboa (ver foto acima) reparei em algo que me leva a crer que já devemos ter abandonado a UNIÃO MONETÁRIA sem que tenhamos conhecimento disso.
Numa das fachadas do hotel, mais precisamente numa fachada lateral encontra-se um outdoor referente à promoção FAMILY do Novotel, a qual apresenta um pormenor delicioso se não mesmo caricato.
Não, não me estou a referir ao famoso (*) que está associado a uma letrinhas pequeninas escritas na vertical e que só se conseguem ler se o transeunte tiver uns binóculos, já que isto não é novidade qualquer que seja o anúncio publicitário que estejamos a falar.
Estou sim a referir-me ao facto do outdoor referir que com "Family & Novotel as crianças não pagam" apresentando uma valor de 0€, peço perdão 0¥ (ienes).
0¥ (ienes) ?? (ver foto abaixo).
Mas afinal Portugal ainda já saiu da UNIÃO MONETÁRIA? Será que agora quando queremos ir a um hotel em Portugal temos antes que passar pelo banco para trocar uns Euritos por ienes para podermos pagar a estadia.
Será que para a semana, quando formos pagar a conta de eletricidade temos que comprar YUAN (moeda chinesa), já que agora praticamente mandam na EDP?
"O mundo é de quem o reinventa" é o título de uma rubrica criada pela Ana Vidal no blogue Delito de Opinião, que se carateriza pela apresentação de fotografias do mais variado tipo de objectos que assumem todo um novo significado para além daquele a que estamos habituados.
Não é demais dizer que "O mundo é de quem o reinventa" é uma lufada de ar fresco na blogosfera portuguesa, que a cada post colocado pela sua autora (Ana Vidal) é capaz de nos arrancar um sorriso numa época onde os portugueses cada vez menos têm razões para o fazer.
Desejo sinceramenta que a Ana Vidal consiga por muito tempo encontrar novas e verdadeiras "pérolas", como até aqui o tem feito, pois tenho a certeza absoluta que continuará a roubar (no bom sentido, é claro) sorrisos aos portugueses, proporcionando-lhes singelos momentos de boa disposição.
Há dois anos atrás ninguém ouvia os juízes falar de inconstitucionalidades nas discussões do Orçamento de Estado, mas claro que nessa altura não se falava de cortes de subsídios (de Natal e de férias) na Função Pública.
Algum tempo depois, e quando o Governo decidiu cortar os subsídios de Natal e de férias à Função Pública eis que se lavantou o rancho dos magistrados a alegar a inconstitucinalidade da medida.
Recentemente o Governo anunciou que iria acabar com as borlas nos transportes públicos. Agora que o Expresso noticiouque a direcção do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) enviou um email aos seus associados, revelado pelo Jornal de Notícias, no qual o referido SMMP afirma ter recebido
garantias da ministra da Justiça de que essa norma será retirada da
proposta de Orçamento de Estado, a pergunta que se impõe é:
Virão os magistrados para a opinião pública alegar a eventual decisão do Governo de manter as suas borlas nos transportes públicos?
Hoje cheguei tarde a casa e como poucas notícias tinha ouvido durante o dia liguei a televisão e corri os principais canais nacionais. Depois de ver que o SC Braga estava a perder, fixei-me na SIC notícias (um dos meus canais favoritos) e fui ouvindo o que se foi passando durante o dia.
Confesso que 5 minutos depois estava já com vontade de desligar a televisão e não ouvir mais nada. No entanto não o fiz e lá fui ouvindo todas aquelas desgraças associadas à situação económica que o país atravessa. Foi nesse momento que fiquei a saber de uma proposta de Lei que foi avançada pelo Governo e entregue aos parceiros de concertação social, que entre muito outras medidas previa uma redução de 10% dos subsídios de desemprego mais baixos, os idosos sem autonomia perdem apoios se tiverem um rendimento superior a 600 euros, o Rendimento Social de Inserção sofre novo corte de 6% e o subsídio de morte reduz-se para metade, entre muitas outras medidas do mesmo género.
Confesso que fiquei estupefacto com tudo isto, já de depois de se atacar ferozmente a classe média se vem novamente perseguir aqueles que estão mais carenciados e desprotegidos, ao invés de se fazer exatamente o contrário.
Fiquei com a certeza que o Governo não passa neste momento de um conjunto de alienados, que vivem dentro da sua redoma de vidro e que não fazem a mínima ideia do que, infelizmente, é cada vez mais a realidade do nosso pais, das dificuldades, das carências, do esforço que muita gente já faz, não para viver mas sim para conseguir sobreviver.
Ao ouvir estas notícias apenas me veio à memória a reportagem que ontem vi na SIC. Chamava-se "Momentos de mudança" (ver vídeo abaixo) que mostrava a realidade, a luta o querer, a força de vontade, o amor, a união, de uma família do alentejo que para além dos reduzidos rendimentos mensais (cerca de 300 euros) já há décadas tem que se defrontar com o estigma e o preconceito do que é ser seropositivo.
Confesso que poucas são as reportagens capazes de me comoverem como aquela a que ontem assisti e, cada vez mais tenho a certeza que situações similares, de luta pela sobrevivência, vêm infelizmente a surgir ao longo de todo o país. Muitas vezes não sabemos valorizar o que temos e apenas nos apercebemos disso quando vemos casos destes em que uma família sobrevive com apenas 300 € tendo ainda que lidar com sérios problemas crónicos de saúde.
Mas acima de tudo aquela reportagem é uma lição de vida, pois sempre se mantiveram uma família unida lutando contra tudo e contra todos no sentido de ultrapassar todas as dificuldades que a vida se encarregou de lhes atravessar pela frente. Mas acima de tudo é de louvar que mesmo assim, mesmo com todas essas dificuldades afirmam serem felizes e que o que importa, mais do que tudo é o amor e o apoio que sentem uns pelos outros.
Esta família deveria de ser um exemplo para todos nós e um caso de reflexão para os nossos governantes, para que pensassem 2 vezes na injustiça da maioria das medidas que pretendem implementar.
À Alexandra e à sua família desejo as maiores felicidades do mundo e toda a força para que consigam ultrapassar todas as dificuldades que enfrentam e que possam viver quase sem preocupações para além daquelas que já lhes são impostas pela sua saúde.
A reportagem da SIC aqui fica para quem não tenha tido oportunidade de a ver em direto.
Esta semana enquanto no programa "Eixo do Mal" da SIC Notícias, foi passado um vídeo (alemão) absolutamente genial e gélido, ou não se passasse numa piscina totalmente congelada devido às baixas temperaturas. Este será talvez o vídeo mais hilariante que vi nos últimos tempos. Não acreditam. Então vejam lá!
Ao viajar por um dos blogs que costumo visitar regularmente, o Delito de Opinião, deparei-me com este pequeno vídeo que se passa lá longo no Parlamento Europeu, do qual muito pouco ou nada sabemos, mas que explica de uma forma muito clara e simples como surge toda esta questão da crise.
Será que desta vez conseguem perceber de uma vez por todas ???